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Câncer de Bexiga 

O câncer de bexiga é o sétimo tipo de câncer mais frequente no Brasil, sendo mais comum em homens.

 

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), são estimados cerca de 10.000 novos casos por ano no país. O principal fator de risco para o desenvolvimento da doença é o tabagismo, responsável por até 65% dos casos em homens e 30% nas mulheres. Outras causas incluem exposição a substâncias químicas industriais, infecções urinárias crônicas e histórico familiar da doença.

Sintomas e Diagnóstico

Os sintomas do câncer de bexiga podem variar de acordo com a progressão da doença.

 

Os sinais mais comuns incluem:

  • Hematúria (sangue na urina) – pode ser visível a olho nu ou detectado em exames laboratoriais.

  • Dor ou ardência ao urinar.

  • Aumento da frequência urinária e sensação de urgência.

O diagnóstico é feito por meio de:

  • Cistoscopia – exame endoscópico que permite visualizar o interior da bexiga e coletar amostras para biópsia.

  • Exames de imagem – ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética ajudam a avaliar a extensão da doença.

  • Análises laboratoriais – pesquisa de células cancerígenas na urina (citologia oncótica).

Estadiamento do Câncer de Bexiga

Após a confirmação do câncer por biópsia, o estadiamento é realizado para definir a profundidade da invasão do tumor e se houve disseminação para outros órgãos. O câncer de bexiga pode ser classificado como:

  • Tumor superficial (não invasivo): limitado à camada interna da bexiga.

  • Tumor invasivo: acomete camadas mais profundas e pode invadir a musculatura da bexiga.

  • Tumor metastático: já se espalhou para linfonodos ou outros órgãos, como fígado, pulmões e ossos.

Tratamento

O tratamento do câncer de bexiga depende do estágio da doença e do perfil do paciente.

  • Ressecção Transuretral da Bexiga (RTU-B) – procedimento minimamente invasivo, realizado por via endoscópica, indicado para tumores superficiais. Pode ser associado ao uso de quimioterapia intravesical para reduzir o risco de recidiva.

  • Quimioterapia e Imunoterapia – utilizadas nos casos mais agressivos, antes ou após a cirurgia, para aumentar as chances de controle da doença.

  • Cistectomia Radical – nos casos avançados, pode ser necessária a remoção total da bexiga, com reconstrução do trato urinário.

Cirurgia Robótica na Cistectomia Radical

A cirurgia robótica tem se destacado como uma das abordagens mais avançadas para a cistectomia radical. Com o uso do robô cirúrgico, o procedimento permite:

  • Menor sangramento intraoperatório e menor dor no pós-operatório.

  • Preservação de estruturas nervosas.

A escolha do tratamento deve ser individualizada, levando em consideração fatores como o estágio do câncer, a idade e as condições gerais de saúde do paciente. O diagnóstico precoce e o acompanhamento com um especialista são fundamentais para melhores resultados e qualidade de vida.

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